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BRAMUN 2017 – por Brandi Colvin

O Modelo das Nações Unidas (MUN, na sigla inglesa) é uma organização que promove questionamento diplomático, debate e resoluções sobre problemas internacionais atuais e do passado. Tópicos são apresentados para os alunos em comitês específicos que se assemelham ao tópicos e comitês das Nações Unidas. Assim que os recebem, os alunos, ou delegados, como são chamados os participantes, fazem pesquisas sobre o problema, focando no ponto de vista do país que representam e tentam criar resoluções para que sejam aprovadas nos comitês. Essa organização não apenas estimula os alunos a ficarem cientes de eventos atuais, mas permite que participem ativamente de questões diplomáticas. Os estudantes são forçados a ver a perspectiva de outros países sobre o mesmo problema para que a sua solução proposta seja atrativa para um público mais amplo.
A maior conferência em que os alunos do MUN da Escola Americana de Belo Horizonte participam é o Brazilian Model United Nations (BRAMUN). O evento aconteceu de 22 a 26 de março, mas os alunos começaram a se preparar no ano passado. Em setembro de 2016, participaram do São Paulo Model United Nations (SPMUN), uma conferência menor em que puderam adquirir experiência antes do BRAMUN. Os discentes já participaram do MiniMUN, na própria escola, onde os próprios membros receberam comitês e tópicos, e escolheram seus países para representá-los como delegados. No MiniMUN, foram adotados linguagem e procedimentos específicos característicos das conferências, a fim de prepará-los para o BRAMUN, que contou com 450 participantes.
O BRAMUN aconteceu na Costa do Sauípe, e todos participaram de sessões gerais e reuniões de comitês no centro de conferências. O objetivo é do evento fazer com que, dentro do tempo dado a eles, os alunos criem resoluções agradáveis a todos para cada um dos problemas que lhes foi apresentado dentro daquele comitê. Muitas vezes, os grupos enfrentam “crises”. Um responsável apresenta o novo problema e avisa que cada país deve lidar com ele imediatamente, deixando de lado todas as outras questões para as quais haviam se preparado. O novo problema deve ser pesquisado e uma resolução deverá ser apresentada na hora, sem nenhuma preparação prévia. Algumas dessas crises acontecem durante uma sessão normal, mas outras podem acontecer no meio da noite, forçando os alunos a se levantarem e começarem a pensar imediatamente. Durante a conferência, os participantes conversam uns com os outros para descobrir quais países estariam do mesmo lado que eles em determinada questão, e assim fazer as modificações necessárias baseadas nesses diálogos, assim como políticos reais fazem todos os dias.
Em meu primeiro ano como Diretora do Modelo das Nações Unidas, eu aprendi muito sobre a organização e a estrutura das conferências de simulações. Os alunos sempre me surpreendem com o quanto se preparam e pela dedicação que mostram em seus trabalhos, indo além do esperado para garantir um comitê de sucesso e chegar a uma resolução agradável para os problemas apresentados. Os alunos podem vivenciar de perto como é ser um político e lidar com problemas internacionais que surgem. Quem participa do Modelo das Nações Unidas aprende sobre comunicação efetiva, resolução de conflitos, gerenciamento de tempo e como fazer a diferença atuando de maneira ativa em um processo político.
No BRAMUN 2017 tivemos um excelente desempenho por parte de todos os alunos. Alguns participantes da EABH tiveram destaque:
Gustavo B. e Felipe L. receberam menção oral representando a Al Arabiya no comitê de imprensa.
Giovanna B. e Joana S. receberam menção honrosa representando a Somália na Liga Árabe.
Elene S. foi selecionada para o cargo de vice-presidente em um comitê especial no BRAMUN 2018.